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Domingo à tarde

05
Jun19

A forma como falamos com a nossa Mãe

David Marinho

A forma como falamos com a nossa própria Mãe, diz ou não muito de nós?

É puramente educação ou é apenas nível de confiança?

Acho que serei sempre uma criança para ela, aos olhos dela sobretudo. Não tenho outra forma de amor do que a de respeitar a sua posição, o seu afecto e o tempo que despendeu sempre comigo. Mãe é Mãe mas é preciso perder tempo com os filhos - e ela soube perder tempo comigo. 

Há qualquer coisa no tom de voz, no levantar da mão que nos assusta em pequenos, que quando se perde com a idade nos assusta em adultos. Ninguém quer ver uma mãe a perder faculdades, sejam elas quais forem. A minha não perdeu, muito menos a noção da minha idade, que não quer perder nem por nada deste mundo. 

E é uma dívida de gratidão que lhe devo todos os dias. De gratidão e de eterno respeito. Não soube apenas trazer-me ao mundo. Fê-lo aos bocadinhos todos os dias e merece sabê-lo.

Nada lhe orgulha mais do saber que lhe devo tudo.

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25
Fev19

Respeito, qual respeito?

David Marinho

Não é de respeito que escreverei, que o respeito é uma coisa erudita que ficou lá para trás há muitos anos atrás. Vamos aprendendo diariamente a viver sem respeito, numa confusão sem precedentes e de forma solitária, só para criar medalhas em todas as vitórias.

Escreverei sobre a forma como as pessoas conduzem a sua própria confiança, demonstrando uma profunda necessidade de atenção e fazendo das outras pessoas parvas. Às vezes vivem de tal forma numa bolha, que filtram os olhos só para aquilo que entendem gostar, e entendem querer só porque sim. Pior é quando conhecemos os meandros da mentira e mesmo assim encaramos o teatro social de uma forma natural, como se nada fosse, só para vermos onde tudo irá parar.

Não podemos dizer tudo, e não falo de lápis azul porque suponho que censurar seja coisa dos antepassados mas temos de ter cuidado, porque julgamos saber tudo e não sabemos nada de ninguém.

As pessoas são um produto interessante da natureza. De tal forma que, aquilo que nós achamos, muitas vezes se vira contra nós e não sabemos reagir. E vamos vendo o barco passar, rindo e confirmando aquilo que achámos sempre: que não presta para nada, mais aos seus joguinhos de prazer que um dia, talvez, acabem por correr mal.

A luta por território, creio ter ficado enterrado nos tempos medievais. Mas não.

 

 

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