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Domingo à tarde

Domingo à tarde

O tempo está tão quente

Tão azul e resplandecente

Que chego a acreditar

Que um suspiro é o melhor que 

Posso dar.

 

Aguentam, cantarolando

De fio à meada, concentrados

Os passarinhos que vão passando

E se encontram tão bem

Tão apresentados.

 

E há quem nos queira destruir

Colocando-nos na palma da sua mão

Como se a ternura fosse negociável

E nunca tivessem tido um aperto

No coração.

 

E ganhamos força

Quanta força ganhamos por não desistirmos

De abraçar os passarinhos

Da nossa vida.

Não sou do tempo da ternura,

não sou chuva, nem vento

que se assemelhe ao tempo

que perco nesta loucura.

 

Nunca vagueio sozinho,

mas levo o cheiro a mar comigo

que trago no peito como um amigo

carregado de carinho.

 

E vou-me rindo de mim,

como se fosse feliz

brincando como sempre quis.

Serei sempre assim.