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Domingo à tarde

Domingo à tarde

Não gosto disto.
Acordar a uma Sexta-Feira para enfrentar este vendaval e um trânsito infernal, devia ser proibido.
É que a água não tem vergonha e entra por todo o lado, embarcando numa aventura de miss roupa molhada de dimensões épicas.
Nem as botas, compradas para suportar as chuvadas mais valentes, aguentou. Ou a natureza vai lixando todos os planos, ou o material não é bom ou então simplesmente não gosto de levar com chuva em cima. Os os três.
Odeio levar guarda-chuva.
É que no fim do dia ou o perco ou deixa de ser um.
Vidas.

A linguagem é tão perigosa

Que consegue ser indecente.

Fodia-te como me fodem os dias

E dito assim, assusta. Estremece.

Não podes ser tu a dizer estas coisas porque tu não és assim.

Então não posso. É indecente, eu sou indecente e morre a possibilidade de ser livre.

É assim que se sentem os artistas das verdadeiras artes.

Conseguem através um bocado de merda fazer uma criação artística capaz de emocionar a mais relutante de todas aquelas pessoas venenosas que nos aparecem à frente, do qual duvidámos sempre que podiam deixar cair a máscara.

Mas depois roubam-lhes o ímpeto. 

Fodem tudo.

Luta.

 

Está tudo doido.

Já me tinha habituado à ideia de que as coisas correm à velocidade da luz e que, para apanhar o comboio, bastava um movimento de sorte e ter força para aguentar o puxão.

O problema são os que ficam, que não querem saber da sorte ou do azar e montam o seu acampamento, destilando ódios pequenos que formam um bolo gigante que vai corroendo até ao estômago.

Ser feliz é estar bem. 

Não ser feliz é não estar bem.

E não estar é razão suficiente para procurar estar.

E quando olho à nossa volta, há quem não procure e tenha desistido até. Existem os que se isolam e os outros que fazem questão de partilhar a nuvem negra que as envolve.

E esses destroem o equilíbrio, o bem-estar das coisas, o normal funcionamento. A esses, embora poucos, não me interessa ter na minha vida. Então saio, desligo e deito fora. 

Cada um é responsável pelos seus actos, por deixar a sua boa marca.

E eu filtro, filtro, filtro.