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Domingo à tarde

Domingo à tarde

A linguagem é tão perigosa

Que consegue ser indecente.

Fodia-te como me fodem os dias

E dito assim, assusta. Estremece.

Não podes ser tu a dizer estas coisas porque tu não és assim.

Então não posso. É indecente, eu sou indecente e morre a possibilidade de ser livre.

É assim que se sentem os artistas das verdadeiras artes.

Conseguem através um bocado de merda fazer uma criação artística capaz de emocionar a mais relutante de todas aquelas pessoas venenosas que nos aparecem à frente, do qual duvidámos sempre que podiam deixar cair a máscara.

Mas depois roubam-lhes o ímpeto. 

Fodem tudo.

Luta.