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Domingo à tarde

Domingo à tarde

Não me lembro quando foi a última vez que me sentei no café para escrever. O barulho das chávenas que batem umas nas outras, o cheiro a café com o cheiro dos bolos, as vozes alheias que aumentam de tom, as notícias que vão morrendo nos ecrãs e que ninguém quer saber, tudo. Os cafés são segundas casas para muita gente, que aqui param para conversar ou simplesmente para ver o mundo avançar no tempo. 

Mas a atenção aqui parece redobrar-se, como se isto, por magia, tivesse uma aura diferente.

Mas o que me trouxe aqui é outra coisa: as pessoas parecem não querer parar por nada. Querem tudo muito rápido, de forma eficiente mas não querem ter o trabalho de analisar, apreciar ou discutir. E a isto acrescenta-se o facto de não repararmos nos outros, nos que precisam, nos que param para ver de fora o que os outros andam a fazer. 

Mas no café param e deve ser por isso que as coisas são diferentes aqui.

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