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Domingo à tarde

Domingo à tarde

Ao ler o post de Uma pepita de sucesso lembrei-me de como a poesia consegue descrever a vida de uma forma muito mais directa do que a prosa. Então lembrei-me de uma pequena peça literária de Mário Quintana que continua muito actual:

Esse tic-tac dos relógios
é a máquina de costura do Tempo
a fabricar mortalhas.

e todo o meu entendimento para aquilo que eu acho que é o passar de tudo isto, diz muito do tempo a que estamos destinados a viver e a morrer. Não há fatalidade nenhuma nisto tudo. Há destinos que sabemos que são traçados e talvez seja por isso, por sabermos a verdade, é que vivemos obcecados com tudo. Acho até que vivemos numa total acalmia mascarada só para não causar o pânico que sentimos dentro de nós.

É possível haver equilíbrio entre não estar obcecado com a morte, ao mesmo tempo não estarmos obcecados com a vida? É possível não vivermos apenas numa constante espera pela morte ou num desespero tremendo por viver?

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Nota: leiam o blog da Luísa Uma Pepita de Sucesso - excelente trabalho!

 

 

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