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Domingo à tarde

30
Mai19

Maldito cancro

David Marinho

Temos muito medo da morte. Um medo terrível que nos transtorna e não desaparece. 

Prova disso é a constante fuga aos momentos que nos fazem repensar na nossa vida, no que andamos a fazer e do tempo que perdemos futilmente em merdas que não interessam a ninguém.

Mas quando nos cai no colo a notícia, o prenúncio, a hipótese remota, tudo nos cai. Ou não queremos morrer ou não queremos que morram as pessoas justas e boas. E acabo de ler algo que me fez repensar, de um maldito cancro terminal que nunca teve volta a dar.

O Diogo deu-nos o testemunho numa cama de hospital de que está fraco mas que arranjou forças para nos vir avisar sobre a maravilha que é podermos viver. Não consigo dizer muito mais. Deixo-vos o testemunho e cliquem para ler o resto do que ele escreveu.

30
Mai19

Netflix, limpa-me a casa!

David Marinho

Ando a tentar perceber um fenómeno há uma data de tempo mas não consigo decifrar o porquê disto acontecer: Netflix apareceu na minha vida pare me deixar sem tempo para nada. Pior, para me deixar meio ansioso, há tanta coisa para ver (e boa coisa) que acabo por querer ver tudo e não vejo nada. Porquê? Porque não posso só querer ver pouca coisa? Que necessidade é esta de acompanhar 25 séries, 13 documentários e 5 filmes? Às tantas misturo problemas do clube de futebol Sunderland com as políticas da Alemanha Nazi ou com as peripécias da Rachel Bloom entre quatro presumíveis namorados.

Não pode ser.

Um dia contrato uma pessoa para me filtrar tudo isto, organizar toda a minha conta Netflix e mostrar apenas o que devo ver nos tempos certos, consoante o meu calendário pessoal. É que a casa não se limpa sozinha, não é? 

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29
Mai19

O dinheiro sempre em primeiro lugar

David Marinho

O futebol fez sempre parte da minha vida, como uma extensão natural daquilo que sou. Talvez seja das raízes profundas de um Portugal que viu neste desporto uma forma de expandir a sua imagem, de distrair massas e, enfim, ganhar dinheiro.

É por isso que me entristece o rumo que se tem tomado ao longo dos anos. Infelizmente, o dinheiro é quem comanda tudo. É quem paga os ordenados, os serviços prestados, os espaços, as obrigações contratuais, etc, etc. A violência sempre existiu e era muito pior do que agora, só que agora existe televisão e transmitem cinquenta ângulos diferentes para as mesmas cenas, repetidas até à exaustão. Não fosse eu profissional em ter macaquinhos na cabeça, diria que só vê quem quer. Mas como sou, até digo mais: só vê quem quer e só não acredita quem não quer.

Mas o dinheiro não abundou sempre, pelo menos desta maneira.

A UEFA, federação europeia, decidiu colocar a final da segunda competição mais importante da Europa no Azerbeijão, na capital Baku. Estádio espectacular com quase 70000 lugares. A final consistiu no seguinte:

  • Duas equipas de Londres (4800km de distância em linha recta do local da partida)
  • Foram vendidos 12000 bilhetes, 6000 para cada clube e o resto foi devolvido. Sobrou cerca de 57000 para quem quisesse assistir. Estádio vazio.
  • Não havia viagens directas para lá (que eu tenha visto). Cerca de 8 a 14h de viagem.
  • O jogo iniciou-se às 23h, hora local. Os festejos aconteceram há 1 da manhã.
  • Um dos jogadores do Arsenal é o Mkhitaryan, jogador Arménio, titular da equipa. Não pode viajar porque nenhum Arménio pode entrar no Azerbeijão (há excepções para atletas mas...) devido aos confrontos sangrentos ocorridos entre 1988 e 1994 que resultou num corte de relações entre os dois povos.

Interesses económicos estiveram na base da escolha deste sítio (claro!). Com todo o respeito pelo país, que eu não quero provocar um acidente diplomático, mas depois de verem como foi o jogo, irão perceber porque o dinheiro não pode mesmo comprar tudo.

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