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Domingo à tarde

Vais dizer-me que não gostas...

Domingo à tarde

Vais dizer-me que não gostas...

05.Jun.17

Não suporto o choro de mãe.

Nenhum filho vive o suficiente para suportar o choro da sua própria mãe, para ver enfraquecer emocionalmente quem nos guardou a sete chaves toda a vida com uma força que nenhum filho saberá suportar. Muito menos viveu para ouvir o soluçar, para sentir o corpo tremer de um choro comvulsivo, que destrói a força que tínhamos de não nos irmos abaixo emocionalmente. Percebemos como, num momento de profunda fragilidade humana como é a morte, somos pequeninos demais para entender que esta é a única condição que conhecemos quando nascemos e levamos para o resto da vida. Que há um fim, um dia, sem data definida. Raras vezes em publico libertei este tipo de emoções, porque estupidamente achava que os homens não choravam, que nada me deitaria abaixo. Ninguém nos prepara para as eventualidades, sobretudo quando são as memórias e as fotografias a única fonte viva das pessoas. E é tão injusto, não é? 

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